Entendendo e Vivendo
Milagres de Cura - Atos 3.1-16 | Milagres de Cura - Atos 3.1-16 |
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| Escrito por Jeanne Yurke | |
| 13-Jun-2006 | |
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Desvios Qual é a diferença entre interrupção e intervenção divina? Às vezes, em nosso caminho do ponto A para o B, nossos planos são desviados. No processo de lidar com o desvio, podemos descobrir que estamos mais próximos do ponto B do que tínhamos percebido, ou que estando onde estamos é mais importante do que chegar a B. O Aperto da Multidão Na descrição deste "par de histórias interligadas" (Marshall, 341), "Lucas diz que as pessoas apertavam Jesus" (8.42). O autor usa um verbo que fora utilizado para exemplificar os espinhos que, na parábola, sufocavam o trigo (8.14). Realmente, eles foram imprensados." (Morris, 158) Como se diz em nosso tempo, "estavam como sardinhas enlatadas"! Tentemos imaginar esta cena: "Cidades daquela região tinham ruas estreitas e sinuosas, que eram sempre congestionadas durante o dia. Andar rapidamente, numa emergência, era quase impossível por causa dos vendedores ambulantes, das crianças, dos mendigos e dos compradores de animais" (NAVPRESS, 78). O aperto da multidão era tamanho que foi difícil para Jairo chegar até Jesus e, depois, para os dois chegarem até a menina à beira da morte. Ao mesmo tempo, a pressão da turba fez com que fosse fácil para uma mulher aproximar-se e tocar em Jesus sem ser notada por ninguém, exceto pelo Senhor. Apenas Um Toque Muitas pessoas, no meio daquela turba, certamente queriam a atenção de Jesus. O verso 40 mostra que elas não apenas vieram saudá-lo, mas estavam esperando por ele. Tiveram tempo, antes de sua chegada, para pensarem no que ele tinha feito aos outros e no que poderia fazer por elas. Estava ali, também, uma mulher que "havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia, e gastara tudo o que tinha com os médicos; mas ninguém pudera curá-la" (v. 43, NVI). Sua situação era pior do que imaginamos, pois a enfermidade fazia com que fosse considerada imunda (Marshall, 344; Morris, 158; NAVPRESS, 79). A vida inteira dela era afetada; além do desconforto físico, fora proibida de participar dos cultos de adoração e tinha contato limitado com a família e com os amigos. O sofrimento daquela mulher era terrível! O modo como se aproximou de Jesus é instrutivo. O verso 44 diz que "chegou por trás dele, tocou na borda de seu manto". Ela acreditava que Cristo poderia curá-la, mas não queria chamar a atenção. Sim, após o toque, diz a Palavra, "imediatamente cessou sua hemorragia". Então, imagine sua excitação quando Jesus insistiu para que a pessoa que lhe tinha tocado se apresentasse! Os demais na multidão negaram ter posto a mão no Senhor. Pedro afirmou que seria impossível saber quem tinha feito aquilo, pois todo mundo o estava comprimindo (v.45). Jesus perguntou: "Quem me tocou?" (v.45), e acrescentou: "Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder" (v.46. Fez a investigação, porque era crucial o testemunho desta mulher aos que estavam lá, pois era preciso reconhecerem que ela tinha sido curada! Ela precisava contar sua história àqueles que necessitavam saber de sua cura! Era fundamental para Jesus que fosse expressa a importância da fé daquela mulher. A História Dentro da História Quando Cristo disse "Filha, tua fé te salvou (curou); Enquanto isso, Jairo permanecia preocupado em levar o Senhor até sua casa para ver sua filha enferma (v.42). Nesse momento, chegou a notícia: "Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre" (v.49) A mulher estava restaurada e, no mesmo instante, Jairo foi despedaçado ao saber que sua única filha morrera. O relato detalhado de Lucas revela que a mulher contou tudo o tinha sofrido, o que levou um bom tempo, enquanto a filha de Jairo ainda estava viva. Tentando entender a mistura de emoções que tomavam conta de Jairo, um estudioso sugere: "Jairo teve que aguardar alguns momentos, enquanto o Salvador ocupava-se com a cura da mulher, e o conseqüente relato de todo o tempo em que ela havia estado enferma; mas, por outro lado, a cura milagrosa dela provou a Jairo o quão poderoso era o Senhor. Dessa forma, teria sido mais fácil para ele acreditar que Jesus também curaria sua filha. Porém, antes que eles chegassem até ela, alguém veio informar-lhes que a menina acabara de morrer. O Salvador, ao ouvir isso, tranqüiliza e renova a confiança do pai, declarando: ‘Não temas, crê somente; e ela será salva". (Geldenhuys, 261-262). De Volta à Vida A declaração de que a menina "tinha doze anos" (v.42) é culturalmente significativa. Isso significa que "a partir daquela idade, a filha de Jairo poderia se casar" (Marshal,343). Tem um sentido ainda maior, "ela tinha a vida inteira pela frente; neste caso, significava o futuro de Jairo, a continuação de sua família". Chegando à casa, cercado por murmuradoras e pelos pranteadores de plantão, Jesus declarou que a menina estava dormindo. Esses, que sabiam que tinha morrido, "começaram a rir dele, pois sabiam que ela estava morta" (v. 53, NVI), mas Jesus era firme em sua missão. Com as palavras "Menina, levante-se" (v. 54, NVI), "o espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente" (v. 55, NVI). Jesus tinha permitido que apenas os pais e os três discípulos mais íntimos fossem as testemunhas oculares do milagre. Os pais ficaram maravilhados, mas "Ele lhes advertiu [a Jairo e à sua esposa] que a ninguém contasse o acontecido" (v. 56), deixando que "seus discípulos, presumivelmente, informassem aos murmuradores e aos pranteadores que não haveria nenhum sepultamento naquele dia" (Geldenhuys, 262). Os pais deveriam se preocupar com o que a filha precisava: "Ele mandou que lhe dessem de comer" (v. 55). Ministério de Cura - Ministério de Compaixão Ambas as pessoas que, por causa das enfermidades, foram impedidas de assistir as reuniões da sinagoga, receberam o que precisavam de Jesus: a restauração da saúde e o forta-lecimento da fé! Da mesma maneira com a qual Jesus respondeu a pedidos de ajuda, mais adiante, demonstrou sua compaixão. No caso da mulher, ele insistiu no reconhecimento público, de forma que ela pudesse voltar novamente a um completo convívio na sociedade. Como um comentarista observou: "…isso marcou a consideração de Jesus para com a mulher. Ele igualmente deixou uma marca de consideração para com a pequena menina ao pedir que a multidão se retirasse, para que, quando fosse ressuscitada não se achasse no centro de uma multidão boquiaberta" (Morris, 161). Quando Jesus atendeu a tais clamores por ajuda, deu o que lhe pediram e, ainda mais, aquilo de que eles mais precisavam! Até mesmo os "desvios" da vida são oportunidades para Jesus demonstrar compaixão. Ele deseja continuar demonstrando sua compaixão através de nós. Você tem refletido a compaixão dele às pessoas ao seu redor? |
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| Atualizado em ( 05-Jul-2006 ) |
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